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Um broche magnético não se espeta, aperta: a peça decorativa fica sobre o tecido, uma placa imantada segura-a por trás e a malha nunca chega a ser furada. É por isso que resulta bem tanto numa malha fina, no colarinho de uma camisa ou num lenço, como na lapela de um blazer, e, quando o tira, a peça de roupa fica exatamente como estava.
A seleção assenta em algumas famílias de motivos que se repetem: gatos, cães, corujas, ursinhos, borboletas, abelhas, corações, margaridas, árvore da vida, silhuetas femininas e uma linha mais gráfica de círculos, espirais e formas abstratas. As medidas vão do disco de 2,5 cm à libélula de 9 cm, com acabamentos prateados, dourados, em ouro rosa, em esmalte vivo ou em resina moldada. Cada ficha indica medida, acabamento e motivo, e é aí que a escolha se decide de facto.
Existem 130 produtos.
Um alfinete tradicional atravessa o tecido. Num casaco grosso isso não tem importância; em tudo o resto tem, porque os dois buraquinhos que deixa não voltam a fechar numa malha fina nem em seda. O íman funciona ao contrário: aperta o tecido entre duas peças em vez de o atravessar, e a malha fica apenas comprimida.
Na prática, deixa de ter o guarda-roupa dividido entre peças que pode enfeitar e peças intocáveis. Caxemira, uma blusa fluida, um vestido forrado ou um xaile de lã leve aceitam um broche magnético sem risco, e há sempre caminho de volta: mude-o de sítio a meio da manhã, faça-o descer do colarinho para o ombro, retire-o antes de lavar a peça.
Há ainda um efeito menos evidente. Uma peça em que nunca se atreveria a espetar um alfinete passa a ser um suporte possível e, no dia seguinte, a mesma pregadeira vai parar à lapela do casaco. De uma única peça saem assim várias combinações, sem ter de comprar outra.
Quase todas as queixas sobre broches magnéticos se resumem a quatro situações, e todas têm uma explicação simples ligada ao tecido, ao peso ou ao sítio escolhido.
| Situação | Causa habitual | O que fazer |
|---|---|---|
| O broche escorrega | Tecido demasiado espesso entre a peça e a placa | Passar para uma malha ou tecido mais fino, ou escolher um modelo mais leve |
| Inclina-se para a frente | Peça larga sobre tecido mole e sem forro | Prender na lapela, no colarinho ou na pala de um saco |
| Fica escondido | Colocado demasiado alto, junto ao decote | Descer para meia altura da lapela |
| Perde brilho | Perfume e laca aplicados depois de o prender | Cosméticos primeiro, broche sempre no fim |
Fica um quinto caso, menos frequente: o íman perde força com o calor do ferro de engomar. Não é desgaste, é acidente doméstico, e não tem volta.
O tom de uma pregadeira magnética vem do motivo, não do acabamento. A três metros lê-se a forma, e é a forma que comunica alguma coisa sobre quem o usa.
Os gatos lideram destacados, e surgem em todas as versões possíveis: gato preto vintage com laço às bolinhas, gato boho em ouro rosa com turquesa, gato cartoon de olho grande, gato minimalista de costas com pedras veiadas, uma família inteira de gatos em tons de azul. Seguem-se os cães e os cachorrinhos kawaii às riscas, os ursinhos em resina marmoreada, as corujas em castanho pastel e em versão florida, e figuras mais raras como elefantes, tartarugas, ratinhos e galos esmaltados. As abelhas, as borboletas e os restantes insetos fecham o conjunto, incluindo a libélula arco-íris de 9 cm, a maior pregadeira magnética desta página.
O registo romântico e floral é o segundo maior. Os corações aparecem sozinhos, aos pares e em trios, em branco, em tons de castanho dourado e num contraste vincado entre preto e branco. Entre as flores manda a margarida, sozinha ou aos pares, acompanhada de ramos vintage com pérolas e de medalhões florais com cristais. A árvore da vida surge como uma espiral prateada, em madrepérola de 5,5 cm, em medalhão de 2,5 cm com esmalte pêssego e em cinzento e preto.
O terceiro grupo é o que dá conversa. Retratos femininos em resina com boné e óculos redondos, meninas vintage de chapéu cloche, figura dos anos vinte com mala, bailarina, parisiense de óculos grandes. Os objetos seguem a mesma veia narrativa: clave de sol com cabochões, sapato de salto com laço, cerejas esmaltadas, maçã trincada, boneco de neve, pequeno casaco de malha. São peças para usar com roupa sóbria; caso contrário, os dois focos de atenção anulam-se um ao outro.
As medidas que constam dos nomes dos produtos são a referência mais fiável para decidir. Um disco de 2,5 cm só se distingue de perto, ao passo que uma figura de 7,5 cm se vê do outro lado da sala.
Como regra prática, até 5 cm o broche continua a ser um pormenor, a partir de 6 cm impõe-se, e acima de 7 cm convém que seja a única peça vistosa na parte de cima. A altura também conta: o mesmo broche preso logo abaixo da clavícula parece maior do que à altura do peito, porque o olhar o lê perto do rosto. Para suavizar uma peça grande, baixe-a; para valorizar uma pequena, suba-a.
Dois broches juntos resultam, três quase nunca. Se decidir combiná-los, mantenha-os na mesma família de cor e alinhe-os numa só lapela em vez de as espalhar pela parte de cima.
Os acabamentos desta página organizam-se em três famílias: metais polidos, materiais de cor e engastes de pedra. O esmalte e a resina aguentam pancadas bastante melhor do que as pedras engastadas, cujas garras acabam por se prender nos fios da malha.
O prateado entende-se com cinzentos, azuis e pretos; o dourado aquece os camel, os castanhos e os brancos crus; e o ouro rosa fica a meio caminho, particularmente bem sobre tons esbatidos e branco sujo. Com estas três tonalidades cobre-se já boa parte de um guarda-roupa.
A resina, marmoreada, âmbar ou patinada, traz um acabamento mate que contrasta com o metal polido. Com o mesmo tamanho pesa bastante menos, e é isso que decide em tecidos de caimento mole. Os engastes de cristal, pelo contrário, vivem da luz: brilham à noite e apagam-se sob a luz uniforme de um escritório. O esmalte é o mais estável na cor, mas pede uma peça de roupa lisa, porque sobre padrões se perde.
A lapela do casaco continua a ser o sítio de referência, e com razão: aí o tecido está dobrado e, portanto, firme, e a peça fica à altura do olhar de quem está à sua frente. Coloque o broche a meia altura da lapela, nunca no topo junto ao pescoço, onde a própria gola a tapa assim que mexe os ombros.
No colarinho de uma camisa acontece o contrário: só resultam os tamanhos pequenos, assentes a direito sobre uma ponta e sempre um de cada vez. Num lenço ou num cachecol o broche ganha uma função a mais, porque segura as pontas, desde que apanhe duas camadas e não apenas uma. A pala de um saco de tela, uma boina ou o bolso de peito de um casaco oferecem o mesmo apoio firme.
Há dois sítios a evitar. O primeiro é a altura do cinto, onde o tecido estica e cede sempre que se senta e se levanta. O segundo é o ombro de uma peça usada por baixo do casaco: o broche roça, o íman desloca-se e ao fim do dia aparece no forro.
Uma peça magnética pede pouquíssimo. Depois de a usar, basta um pano macio e seco para retirar o que a pele deixou, e nada de água corrente nem de produtos de limpeza.
Para arrumar, vale uma única regra: guarde as pregadeiras separadas, senão os ímanes atraem-se e os motivos riscam-se uns aos outros. Um estojo com divisórias, ou simplesmente um saquinho por peça, resolve a questão. Os modelos pintados e esmaltados ficam melhor longe da luz direta, que numa ou duas estações apaga as cores vivas.
Quem procurar também os modelos de alfinete clássico encontra em broches de mulher os dois fechos reunidos no mesmo sítio, dentro da secção de acessórios de moda.