Todas as pregadeiras deste espaço fixam-se com íman e não com alfinete, pelo que o tecido nunca fica furado, nem sequer uma malha fina ou um lenço de seda. Os cães mudam de atitude de um modelo para o outro: sentados, de focinho erguido ou de laço ao pescoço. Todos medem entre cinco e seis centímetros de altura, o suficiente para se verem de longe sem carregar uma lapela.

Pregadeiras cão: o que têm em comum

Características partilhadas por todas as peças deste espaço
AlturaDe cinco a seis centímetros, consoante o modelo
FechoMagnético em toda a selecção, sem alfinete
AcabamentoEsmalte de cor numa parte dos modelos, contornos dourados na maioria
Suportes indicadosLapela, malha fina, lenço, alça de mala

A largura, as cores exactas e o pormenor de cada acabamento constam da ficha de cada peça, e é aí que devem ser confirmados antes de encomendar. Dois modelos com a mesma altura podem ocupar o espaço de maneira muito diferente: um cão sentado lê-se como um bloco compacto, um cão de pé puxa o olhar para cima.

O fecho magnético no dia a dia

Duas peças ficam de cada lado do tecido e seguram-se uma à outra. O mecanismo resume-se a isto, e é justamente por isso que resolve a objecção que afasta tanta gente das pregadeiras: o buraco na peça preferida. Há ainda uma vantagem menos evidente. A posição corrige-se num segundo, o que permite experimentar duas ou três alturas ao espelho sem estragar nada. Fica apenas um cuidado a reter: manter a jóia longe de cartões bancários e de relógios mecânicos, tal como se faria com qualquer íman.

Escolher consoante o tecido

O tecido manda mais do que o motivo. Dele dependem a fixação, a altura a que a peça fica bem e até a leitura do conjunto, porque o mesmo cão não conta a mesma história num casaco de lã e numa camisa leve.

Lã, tweed e gabardina

São os tecidos mais fáceis: densos, firmes, capazes de aguentar qualquer peça. A lapela continua a ser a posição clássica, à altura do peito e do lado do coração, onde o tecido costuma estar dobrado. Num casaco de inverno vale a pena subir dois centímetros, caso contrário o focinho desaparece por baixo da gola. Já numa gabardina, mais rígida e de corte direito, a peça respira melhor um pouco acima, quase à altura da clavícula.

Malha fina, lenço e mala

É aqui que a diferença se nota: sem alfinete não há furos no tecido. A caxemira, a viscose e a seda aceitam o íman sem dificuldade, desde que a peça se feche com calma, sem a deixar bater. Procure o ponto onde o tecido cai a direito e evite as pregas. Numa mala, as alças largas e a pala de fecho são as zonas mais estáveis. Se o cão for apenas o ponto de partida, o espaço com todos os motivos animais vai dos gatos às corujas e aos ratinhos, sempre com o mesmo fecho.

Duas maneiras de usar a mesma pregadeira

A primeira é a discreta: uma peça só, na lapela, sobre um fundo liso, deixada a fazer o seu trabalho sem concorrência. Funciona no escritório e em qualquer ocasião em que o resto do visual já esteja resolvido. É também a forma mais segura de estrear uma peça, porque nada compete com ela e o efeito percebe-se logo no primeiro espelho. A segunda é mais desenvolta: duas pregadeiras próximas, ligeiramente desalinhadas e do mesmo lado, como um pequeno grupo. Uma de cada lado, pelo contrário, cria uma simetria que endurece o conjunto. Na mala, a lógica inverte-se por completo, porque a alça é uma superfície comprida e estreita onde uma peça isolada se vê de longe e resiste bem a um dia inteiro de azáfama.

Limpeza e arrumação

Exige pouco. Um pano de microfibras seco, passado de vez em quando, mantém vivas as superfícies metálicas. O que estraga uma peça é a química, mais do que o tempo: deixar secar o perfume e a laca antes de aproximar a pregadeira e manter os produtos com álcool longe das zonas esmaltadas. Na arrumação é onde se falha mais. Dar a cada peça o seu saquinho ou o seu compartimento evita o pior, porque os ímanes soltos atraem as restantes jóias e acabam por riscá-las.

Perguntas frequentes

A pregadeira marca a roupa?

Não deixa furo, que é a marca mais difícil de recuperar. Em tecidos muito leves pode ficar uma ligeira impressão do contorno depois de várias horas, que desaparece assim que a peça é retirada e o tecido volta ao lugar. Em lã, malha e gabardina não fica nada. Vale ainda a pena alternar o sítio de tempos a tempos, sobretudo numa peça usada quase todos os dias, para que o tecido não seja sempre solicitado no mesmo ponto.

Funciona numa malha grossa?

Funciona, embora com menos firmeza do que num tecido fino, porque quanto mais espesso for o material maior é a distância entre as duas metades. A solução é escolher uma zona mais compacta, uma gola ou um punho, em vez do meio de um ponto muito aberto. Quem quiser o mesmo estilo noutro animal encontra nos motivos felinos magnéticos a família mais numerosa do espaço.