A árvore da vida lê-se bem mesmo em poucos centímetros: raízes em baixo, um tronco curto e uma copa que abre em círculo. As pregadeiras desta secção partem todas desse desenho, com o acabamento e o tipo de fecho indicados em cada ficha.

Uma pregadeira vê-se primeiro de longe. É por isso que os desenhos muito miudinhos se perdem neste tamanho e a árvore da vida não: a silhueta já é redonda e os ramos leem-se como textura, não como pormenor.

O que mostram as pregadeiras árvore da vida

O desenho divide-se em três zonas. As raízes são a parte mais cerrada, quase sempre entrançada. O tronco fica curto e segura o centro. A copa ocupa a maior área e é ela que leva a cor. Enquanto as três zonas se mantiverem distintas, a figura distingue-se de longe; quando se preenchem todos os vazios, sobra apenas um disco.

Três acabamentos e o efeito de cada um

Como o motivo ganha legibilidade
Esmalte de corCada folha recebe um tom, e a copa ganha um ar de mosaico.
Metal em relevoOs ramos ficam acima do fundo e é a luz que desenha o motivo, sem cor nenhuma.
Recorte vazadoOs vazios entre os ramos deixam passar o tecido, o que muda a peça conforme o casaco.

Nenhum dos três é melhor do que os outros à partida: o esmalte destaca-se sobre lã lisa, o metal em relevo aguenta melhor um padrão, e o vazado pede um fundo de cor uniforme para não se confundir.

Íman ou alfinete, conforme o tecido

Os dois sistemas de fecho aparecem aqui. O íman é feito de duas peças que se colocam uma de cada lado do tecido e não deixa furo; o alfinete atravessa a trama e segura com firmeza em tecidos pesados, deixando, em contrapartida, uma marca pequena que não volta a fechar. Para malha fina, seda ou uma lapela mole, compensa o íman. Os modelos sem furo estão todos reunidos na página das peças que se prendem sem atravessar o tecido.

Onde assenta melhor

A lapela do casaco continua a ser o sítio habitual: à altura da clavícula, um pouco afastada do botão, é aí que a pregadeira assenta. Num xaile ou num lenço, a pregadeira ganha função: fecha o drapeado e dispensa o nó. Uma só peça chega, porque dois motivos reconhecíveis lado a lado tiram força um ao outro.

Limpeza e arrumação

O esmalte perde brilho antes de ficar riscado. Um pano macio e seco ao fim do dia tira as dedadas e o pó que se junta entre os ramos. Convém não borrifar perfume nem laca em cima da peça. Guarde-a deitada, em vez de solta ao lado dos fios, que acabam por raspar o relevo. O íman guarda-se longe dos cartões bancários.

O resto da secção de pregadeiras

O motivo vegetal é apenas uma das direções possíveis. O conjunto de pregadeiras de mulher junta figuras reconhecíveis e formas abstratas, enquanto os motivos vindos do mundo animal contam uma história mais imediata, do gato ao mocho.