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Mão coberta e dedos livres: é isso que define uma luva sem dedos. Nesta seleção há malha fina com laço, pelo sintético denso, modelos conversíveis que fecham sobre os dedos quando a temperatura desce e lã do Nepal bordada com motivos geométricos. A par dos tons neutros existem algumas cores mais fortes, pelo que a escolha acaba quase sempre por depender do casaco com que vão ser usadas.
Existem 20 produtos.
A vantagem aparece nos gestos pequenos: pagar, marcar o código no multibanco, atender o telemóvel, procurar as chaves. A palma e o pulso continuam tapados e as pontas dos dedos ficam livres, sem tirar nada das mãos. Para quem anda de transportes várias vezes ao dia, isso pesa mais do que um forro extra.
A limitação também merece ser dita. Com vento ou humidade, os dedos arrefecem depressa, por isso este formato serve para a cidade e para percursos curtos. Numa espera longa ao frio, um par fechado e forrado cumpre melhor a função; a gama completa está nas nossas luvas de mulher.
Nos modelos de malha, tudo se joga num detalhe. Um laço dourado sobre as costas da mão, uma fita em contraste sobre fundo escuro, e uma peça utilitária passa a ser o acabamento do conjunto. A malha fina tem ainda uma vantagem discreta: entra por baixo do punho do casaco sem criar volume, o que conta quando se calçam e descalçam dez vezes numa manhã.
O pelo sintético é a opção mais elegante do conjunto, com um toque macio que se nota logo. A felpa dos modelos Pilou Pilou, mais informal, é a mais quente ao contacto e aparece sobretudo nas versões que fecham. A lã do Nepal, bordada com motivos geométricos, joga noutro campo: é a peça de cor, pensada para ser vista e não para passar despercebida.
Quanto aos tons, há dois caminhos. Os neutros convivem com um casaco já estampado sem lhe roubar espaço. Uma cor forte funciona melhor como único acento numa silhueta sóbria, e nesse caso convém deixar o gorro e o cachecol discretos.
Os conversíveis em felpa e os 2 em 1 em camurça sintética com malha resolvem uma situação comum: dez minutos a andar depressa e depois um quarto de hora parada à espera. Primeiro os dedos livres, a seguir a mão totalmente coberta, sem levar um segundo par. Para o trajeto diário é a solução mais prática desta seleção.
Vistas na fotografia, as luvas parecem próximas; calçadas, comportam-se de maneiras muito diferentes.
| Acabamento | Superfície | Ocasião |
|---|---|---|
| Malha com laço | Malha fina ou média | Dia a dia, por baixo da manga |
| Pelo sintético | Pelo denso | Saídas e ocasiões mais arranjadas |
| Felpa conversível | Felpa macia | Dias que mudam de manhã para a tarde |
| Camurça sintética e malha | Camurça sobre malha | Linha mais limpa, duas formas de usar |
| Lã do Nepal bordada | Lã, motivos geométricos | Peça de cor com protagonismo |
A malha e a lã bordada lavam-se à mão em água fria, recuperam a forma com os dedos e secam na horizontal. O bordado não deve ser torcido. O pelo sintético não vai à água: escova macia no sentido do pelo e esponja húmida sobre a nódoa, porque a imersão achata as fibras de forma irreversível. A felpa aceita um programa delicado a baixa temperatura, de preferência dentro de um saco de rede. A camurça sintética limpa-se com um pano húmido. E uma regra comum a tudo: nada de máquina de secar.
Basta um eco de cor. O tom da gola do casaco, ou o da mala, e fica-se por aí. Se for esse eco que procura, os nossos cachecóis e golas de inverno são o sítio natural para começar.
A luva fechada cobre cada dedo e aquece bastante mais, mas obriga a tirá-la para qualquer gesto preciso. As mitenes estão no extremo oposto: menos calor, mãos operacionais sem tirar nada. Entre as duas ficam os modelos conversíveis, que passam de uma forma à outra conforme a hora do dia.
A malha fina já faz sentido nas primeiras manhãs frescas de outono. O pelo sintético e a felpa são claramente material de inverno. Os conversíveis cobrem quase toda a estação fria sozinhos.