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A argola com conta é o formato mais reduzido de toda a gama. Não há armação a desenhar, nem pendentes a baloiçar, nem fecho complicado. Essa simplicidade é precisamente o argumento. Uma pulseira de contas está sempre no campo de visão, roça na manga e bate na secretária; uma argola põe-se de manhã e só volta a dar sinal de si quando se tira à noite. Quem já usa pedras ao pulso costuma chegar aqui por esse motivo.
Como o acabamento é igual em todos os modelos, a escolha reduz-se à pedra e ao tamanho do aro. O aço dourado aguenta o uso diário sem dar problemas e não exige cuidados especiais. A conta é outra história: fica presa num único ponto, apanha a luz quando a cabeça se mexe, e é a parte que marca a diferença entre um par discreto e um par que se vê do outro lado da sala. Vale a pena decidir o diâmetro antes da cor, porque é essa medida que define se o brinco acompanha o resto ou se domina o conjunto.
A ametista traz um violeta cheio, mais ou menos carregado consoante a conta, que convive bem com o dourado porque nenhum dos dois tons se sobrepõe ao outro. A ágata negra faz exatamente o contrário: contraste seco, quase gráfico, visível de longe e ainda assim sóbrio. O tom de cabelo também pesa na decisão. O violeta desaparece sobre cabelo claro e ganha presença sobre castanho; com o preto acontece o inverso.
| Pedra | Efeito de cor | Combina com | A saber |
|---|---|---|---|
| Ametista | Violeta, de intensidade variável | Tons quentes, cabelo escuro, malhas claras | O tom muda de lote para lote |
| Ágata negra | Preto profundo e uniforme | Dourado marcado, roupa escura ou de corte limpo | O preto vem de um tratamento de cor |
Nas fichas desta secção está indicada a cor, e não a liga do metal, a espessura do dourado ou o processo usado. Não acrescentamos aqui aquilo que lá não está. Sobre a pedra, há um ponto que merece ser dito sem rodeios: o preto profundo das contas de ágata que circulam no comércio de bijutaria vem, na esmagadora maioria dos casos, de um tratamento de cor, e não apresentamos esse tom como uma cor saída assim da jazida. O que se descreve é o tom que vai receber. Na ametista o caso é diferente, o violeta varia de lote para lote como acontece em qualquer pedra trabalhada em contas, e as fotografias mostram essa variação em vez de a esconder.
A maior parte dos estragos numa conta de pedra não acontece a usar, acontece na caixa. Argolas atiradas para dentro de um prato com o resto da bijutaria roçam umas nas outras e ganham riscos que já não saem. Guardadas em plano, e de preferência separadas, mantêm a forma redonda e a superfície intacta. Quanto à limpeza, um pano macio de vez em quando chega, sem produto e sem esfregar a pedra. Tirar os brincos antes do duche, da piscina e do mar é o hábito que mais diferença faz, porque o cloro e o sal atacam a superfície de uma pedra muito mais depressa do que o metal. Laca e perfume seguem a mesma regra: primeiro o spray, depois os brincos.
A combinação mais fácil de acertar é também a mais óbvia: a mesma pedra em dois sítios. Não obriga a pensar em mais nada e lê-se como um conjunto e não como duas compras separadas. Quem hesita na cor faz bem em começar pelos brincos, porque a um tom que não se vê em cima todo o dia habitua-se mais depressa. Os mesmos minerais existem também entre os modelos para o pulso, com uma escolha bastante mais larga do que esta.
Se a cor já está decidida e falta apenas o formato, há um caminho mais curto. Uma secção junta todas as peças com conta violeta, pulso e orelhas no mesmo sítio, o que poupa percorrer a gama duas vezes.
Com a versão escura passa-se o mesmo: as peças em ágata estão igualmente agrupadas, com as diferenças de tom que a pedra permite de um lote para o outro. Uma só pedra repetida em várias peças continua a ser o conjunto mais fácil de usar e o mais simples de completar mais tarde.
As fichas indicam a cor e não o peso, por isso não damos um número que não está declarado. O que se pode dizer é que uma argola larga em aço com uma conta em cima faz-se sentir ao fim de um dia inteiro, enquanto uma argola pequena passa despercebida. Quem tem os lóbulos sensíveis a peso costuma preferir os diâmetros mais contidos.
Pode, desde que a mistura seja assumida e não pareça um acaso. A regra prática é dar ao dourado um segundo ponto de apoio, um anel ou uma pulseira, para que o brinco não seja a única peça dourada no meio de prata. Feito assim, a mistura funciona; feito ao acaso, parece que faltou combinar.
A pedra em si não se gasta com o uso normal. O que muda com o tempo é o brilho da superfície, sobretudo numa conta tratada e sobretudo se apanhar cloro, sal ou perfume com frequência. Um par usado com os cuidados habituais mantém o aspeto durante anos; um par que vai à piscina todas as semanas perde intensidade bem mais cedo.