As asas curtas ficam altas o suficiente para passar por cima da manga de um casaco, o que se nota logo no inverno. Quem prefere ter as mãos livres solta a alça comprida das argolas laterais e volta a prendê-la quando quiser.
Por baixo da estampagem há lona lavada, num azul-marinho que clareia nas dobras. O camel dos acabamentos aparece apenas nas margens. E como não existe estrutura interna nos seus 45x42 cm, a bolsa acompanha o volume do que leva em vez de o impor.
Quase quadrada, e funda o suficiente para um dossiê ou uma capa de portátil ficarem ao alto, sem serem inclinados. Ao lado ainda sobra espaço para uma garrafa de água. Como nenhuma armação segura os painéis, também entram objetos altos ou de formato irregular que uma bolsa rígida recusaria. Na mesma secção há também formas armadas, pensadas para quem pousa e levanta a bolsa o dia inteiro: as bolsas de estrutura firme resolvem esse ponto.
As asas assentam em linguetas rebitadas da mesma cor. A alça comprida sai das argolas e regula-se no comprimento, passando o peso para o ombro nos trajetos longos. Se a bolsa acaba sempre ao ombro, talvez faça mais sentido ver as bolsas que se usam sempre dessa maneira.
São quatro peças de metal ao todo. As duas argolas em D dos lados recebem a alça. Os dois mosquetões de baixo prendem-se aos cantos inferiores e puxam o fundo para dentro, o que apruma a silhueta nos dias de pouca carga. Soltos, deixam a lona cair outra vez e a bolsa alarga.
A lavagem deixou o azul mais claro nos vincos e nos cantos, e mais cheio no meio dos painéis. A estrela branca, fechada num anel de letras, é estampada e não bordada. É por isso que dá sinais de desgaste antes da lona, e que pede um gesto bem mais leve na limpeza do que um emblema cosido.
| Medidas | 45x42 cm |
|---|---|
| Exterior | Lona azul-marinho lavada, estrela branca estampada na frente |
| Acabamentos | Sintético camel nas asas, nas linguetas rebitadas, nos reforços de canto e na alça |
| Como se usa | Pelas asas curtas ou ao ombro, com a alça amovível |
| Bolso exterior | Um bolso com fecho horizontal nas costas |
O bolso de fecho a toda a largura assenta liso contra o corpo e abre-se de pé, sem pousar a bolsa. Fica reservado ao que se tira várias vezes por dia, e é o que acaba por ser mais usado. Os lados não são planos: abrem em fole à medida que a bolsa enche, e é por aí que se percebe quanto ainda cabe lá dentro.
Na lona, um pano apenas humedecido e pequenos toques chegam; esfregar marca o tecido e apaga a estampagem. Depois, secar ao ar e longe do aquecedor. Nas peças camel basta um pano seco, sem creme para pele: o revestimento não tem fibra onde absorver e acaba por estalar. Guardar a bolsa com algum volume lá dentro, e não dobrada, evita que a lona fique sempre com o mesmo vinco.
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