Bolsa de mão rígida com monograma duplo: uma malha de letras miúdas cobre toda a superfície e outras duas, do tamanho da própria bolsa, atravessam a frente. Os painéis claros alternam com outros quase pretos e em cima assenta uma chapa dourada com o nome Gallantry. A frente mede 34x24cm e leva-se pelas duas pegas curtas ou pela alça, que se solta das argolas laterais.
O metal desta bolsa é todo do mesmo tom e aparece sempre nos mesmos sítios. Na base de cada pega, uma virola dourada tubular aperta a tira e fecha com um rebite. Nas ilhargas, duas argolas em D esperam os mosquetões da alça. E da virola esquerda desce uma corrente curta que termina noutra argola, mais pequena, de onde pende um molho de tiras planas pretas. São quatro peças diferentes com o mesmo acabamento, o que dá à bolsa uma unidade que a estampagem sozinha não daria. Para ver como este pormenor se resolve noutros feitios, veja o que muda quando as ferragens mudam de sítio.
A Gallantry junta a este modelo um desenho cotado. Os cinco valores abaixo foram lidos nesse desenho e não calculados a partir de uma fotografia.
| Largura | 34 cm |
|---|---|
| Altura | 24 cm |
| Profundidade | 12 cm |
| Altura da pega | 17 cm |
| Peso | 0,57 kg |
Uma frente de 34x24cm e apenas 0,57 kg em vazio: pouco, para uma bolsa que se aguenta de pé sozinha. Quem precisar de mais do que isto encontra outra escala nos modelos que se enchem sem contas.
A estampagem repete duas letras e mais nada. Em ponto miúdo, cobrem a superfície inteira em filas cerradas; em ponto grande, ocupam quase toda a frente. É essa contenção que mantém a bolsa utilizável ao lado de roupa já estampada. A chapa dourada com o nome Gallantry assenta em cima, ligeiramente à direita do centro.
Vire a bolsa e conte quatro pés metálicos dourados, um por canto, assentes num painel escuro que uma costura divide ao comprido. É sobre esses quatro pontos que ela pousa, seja qual for o sítio onde a deixe, e não sobre a base inteira. Quem costuma pousar a bolsa no chão do carro percebe a diferença ao fim de uns meses.
As pegas são planas e estreitas, e é sempre no mesmo ponto que a mão as agarra, mais ou menos a meio. Com 17 cm de altura de pega, esse ponto fica a poucos centímetros da virola, numa zona que dobra a cada utilização. Vale a pena mudar de mão de vez em quando, e sobretudo não pendurar a bolsa por uma só pega quando ela vai carregada: é a dobra repetida, e não o peso em si, que marca primeiro. E se a levar no antebraço, evite fazê-lo por cima de um casaco molhado.