Vista de frente, esta bolsa patchwork mostarda mostra quatro tecidos. Vista de lado, mostra outra coisa: a trança em espinha dobra para a face lateral, a pala com argola escura marca o topo e o fundo alarga em pregas. O fecho corre por toda a abertura e a alça comprida sai das argolas quando não faz falta.
De frente lê-se um mosaico de quatro tecidos. De perfil, a leitura muda: as peças não param na costura lateral, seguem para além dela e só ali se percebe até onde vai cada uma. É também de lado que se vê a profundidade real, maior do que a frente deixa supor.
A trança em espinha não fica limitada à frente. Contorna a aresta e ocupa parte da face lateral, onde o relevo apanha a luz de outra maneira. A tela bege ao lado faz o mesmo movimento, mas termina antes, e é esse desencontro que dá o ar recortado ao conjunto.
| Peça | Onde termina |
|---|---|
| Faixa cor de caramelo | No topo, de aresta a aresta |
| Mostarda mate | Cobre a base e toda a parte de trás |
| Triângulo de tela bege | Termina junto ao fecho diagonal |
| Trança em espinha | Segue para a face lateral |
No alto de cada lado há uma pala curta, rebatida para fora, com um ilhó e uma argola de metal escuro. É uma peça pequena mas visível, e resolve dois problemas de uma vez: remata o topo da lateral e define o ponto onde a alça se prende.
Os mosquetões entram nessas argolas e a alça comprida amovível passa a puxar pela lateral, não pelas asas. Sem ela, a bolsa volta às duas asas enroladas do topo. A secção de bolsas de mão onde este modelo está arrumado reúne os outros formatos da casa.
Pousada, a bolsa assenta num fundo largo que se dobra em pregas junto às arestas. Daí vem a silhueta um pouco descaída de perfil, e também a razão de o fecho superior valer a pena: fechado, o topo mantém-se junto em vez de abrir para os lados.
Se o volume desta não chegar, o passo seguinte está nas totes em lona e nylon estampado.