Uma mochila de topo em arco, com o fecho principal a acompanhar a curva em vez de cortar a direito. O corpo divide-se entre um painel azul petróleo e uma faixa de azulejos estampados, com uma banda castanho-rosada por cima. O bolso da frente, ilustrado, assenta sobre as duas metades.
Vista de frente, esta mochila tem o topo em arco e não a direito. As arestas de cima são suavizadas, os cantos de baixo mantêm-se cheios, e o fecho principal acompanha essa curva em vez de atravessar a peça na horizontal. O resultado aproxima-se mais de uma mala de médico do que do saco escolar clássico. Um contorno curvo, de alto a baixo.
| Topo | Arco contínuo, fecho a acompanhar a curva |
|---|---|
| Meio | Bolso da frente com fecho a toda a largura |
| Base | Cantos cheios, largura ligeiramente maior |
Um fecho que segue o arco liberta o topo a toda a largura. Em vez de se espreitar por uma fenda estreita, a aba recua e o topo abre-se inteiro. É uma diferença que só se nota quando se procura alguma coisa de pé, à porta de casa ou na paragem, e não em cima de uma mesa.
Uma mochila de linhas retas lê-se como um bloco: o olhar percorre as arestas e para nos cantos. Uma linha curva devolve o olhar ao centro e faz a peça parecer mais pequena do que é. Para quem tem ombros estreitos, a diferença nota-se. Vale a pena ver que outros feitios se usam às costas.
O corpo está dividido ao meio, azul petróleo à esquerda e azulejos estampados à direita, mas o bolso da frente ignora essa fronteira: assenta por cima das duas e liga-as. É também aí que está a cena desenhada, com duas meninas ruivas diante de um espelho oval, uma de frente com um peluche ao colo, a outra de costas. Uma peça de ligação. Se preferir outra forma de transporte, os modelos que se levam à mão estão um nível acima.