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Antes de comprar joias em aço inoxidável, há duas siglas que aparecem sempre: 18-10 e 316L. Percebê-las muda tudo, porque é aí que se distingue uma peça que dura de uma que desilude. Muito impulsionada pela estética editorial brasileira, a bijuteria em aço inoxidável ganhou as montras justamente por estas qualidades técnicas. Neste guia explicamos o que significam essas ligas, quais as vantagens reais, a diferença face à prata e como conservar as peças.
O número 18-10 indica a composição: cerca de 18 por cento de crómio e 10 por cento de níquel. É esse crómio que forma uma camada protetora e dá ao metal a sua resistência à corrosão. O 316L é uma liga próxima, muito apreciada em joalharia: o L significa baixo teor de carbono, o que melhora a resistência e a tolerância na pele. Ambas libertam pouquíssimo níquel, em linha com o limite da norma europeia EN 1811, por isso são confortáveis mesmo para peles sensíveis.
A composição traduz-se em benefícios concretos no dia a dia. O aço inoxidável resiste à água, ao suor e à piscina sem se alterar, dispensando que se retire a peça. Custa uma fração da prata maciça ou do banho de ouro, o que permite combinar vários modelos. E é muito duradouro: bem usado, ultrapassa com facilidade os dez anos sem deformar nem perder a cor.
É a dúvida mais comum, e as duas opções respondem a necessidades diferentes.
| Critério | Aço inoxidável | Prata 925 |
|---|---|---|
| Natureza | Liga resistente, não preciosa | Metal precioso, mais macio |
| Ao ar e à água | Não escurece nem enferruja | Escurece com o tempo |
| Manutenção | Mínima | Polimento regular |
| Valor | Sem valor de revenda | Tem valor de metal precioso |
Em resumo: a prata oferece valor e calor de metal precioso, mas exige cuidado; o aço não tem valor de revenda, mas é mais duro, não escurece e quase não pede manutenção.
O cuidado é simples. Um pano macio com água morna e um pouco de sabão neutro devolvem o brilho, secando bem a peça no fim. Para os recantos de uma corrente, uma escova de cerdas macias remove resíduos sem riscar. Evitam-se os produtos agressivos e o perfume aplicados diretamente sobre um acabamento dourado.
Para descobrir modelos em prata, ouro ou bicolor, a nossa coleção de joias em aço vai do minimalismo às peças mais trabalhadas.
A água da torneira e o suor não afetam o aço inoxidável: o colar pode ficar no duche e no ginásio sem preocupações. No verão bastam dois gestos. Depois do banho no mar ou na piscina, um enxaguamento com água doce elimina o sal e o cloro, os únicos adversários do dia a dia da camada protetora do metal. O protetor solar e o perfume não estragam o aço, apenas lhe tiram brilho: um pano macio devolve o aspeto original em segundos. É a tranquilidade que as joias folheadas não conseguem dar.
O tom prateado e frio do aço presta se muito bem ao mix de metais, uma das tendências mais sólidas do momento. Um colar de aço convive com um anel dourado desde que os volumes estejam equilibrados: melhor uma só peça protagonista e o resto fino. Com a prata 925 a combinação é natural, os dois tons quase se confundem. Só convém dosear o folheado muito amarelo no mesmo pulso, onde o contraste pode parecer acaso em vez de escolha: nesse caso, basta repartir os metais entre pulso e pescoço.
Primeiro mito: deixariam a pele verde. Falso, essa marca vem das ligas ricas em cobre, ausente do aço inoxidável. Segundo: mais cedo ou mais tarde enferruja. A camada passiva de óxido de crómio que o protege regenera se sozinha; só o sal e o cloro prolongados a põem à prova, daí o enxaguamento depois da praia. Terceiro: seria hipoalergénico para toda a gente. Quase verdade: o níquel do 316L é baixíssimo e serve a grande maioria das peles, mas quem tem sensibilidade extrema deve manter a prudência, nenhuma liga garante zero reações.
Sim. A água da torneira não estraga o aço. Só convém enxaguar depois do mar ou da piscina, o sal e o cloro são os únicos adversários do dia a dia.
Não. O teor de crómio forma uma barreira que impede a ferrugem, mesmo com contacto repetido com a água. Uma peça de qualidade conserva o aspeto original durante muito tempo.
Indica cerca de 18 por cento de crómio e 10 por cento de níquel, uma liga muito resistente à corrosão. Tal como o 316L, é apreciada pela durabilidade e pela boa tolerância na pele.
Basta um pano macio com água morna e sabão neutro, secando bem no fim. Para uma corrente, uma escova de cerdas macias ajuda a remover resíduos sem riscar.
Sim, sem problema. A água e o sabão não alteram o metal. Evitam-se apenas os produtos agressivos sobre um acabamento dourado e seca-se a peça.
Não, ao contrário da prata que oxida ao ar. Uma película de gordura pode baixar o brilho, mas um pano macio devolve o aspeto original.