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O tecido decide mais do que o motivo. Uma flor de bom tamanho que fica impecável numa lapela pode puxar um chiffon durante toda a tarde, e uma malha grossa nem sempre deixa o íman fazer o seu trabalho. Vale a pena escolher o suporte antes da cor.
| Lapela de casaco | Duas camadas de tecido e uma linha firme. Aceita qualquer diâmetro, incluindo os 6,2 cm. |
|---|---|
| Camisola de caxemira | Colocar em cima, junto ao ombro, onde a malha cede menos. Melhor até aos 5,5 cm. |
| Lenço com nó | Aguenta uma flor larga desde que fique sobre o nó, nunca sobre o tecido solto. |
| Chiffon e seda | Descer um pouco, para a linha do peito, e preferir os modelos mais leves. |
| Casaco de lã batida | Espessura elevada. Encostar bem a chapa pelo avesso e confirmar a fixação. |
A maior parte desta seleção fecha com uma caixa magnética e uma chapa do lado de dentro. O tecido fica entre as duas, sem furo nem marca, e é isso que torna possível usar a peça sobre seda, renda ou malha fina. Uma peça foge à regra: o ramo floral em tons bege mantém um alfinete tradicional. Cada ficha indica o fecho que se aplica, e o mecanismo está explicado em pormenor nos modelos de fecho magnético.
A margarida dispõe as pétalas à volta de um centro redondo e continua a ler-se mesmo na versão arco-íris. O girassol traz uma abelha pequena pousada de lado. O ramo junta várias corolas e ocupa naturalmente mais espaço. O círculo floral fecha a flor numa armação redonda, o que suaviza o desenho. A flor abstrata nem procura semelhança: é uma silhueta.
Os diâmetros indicados nas fichas vão de 4,5 a 6,2 cm. Abaixo dos 5 cm a pregadeira é um pormenor: colarinho, bolso de blazer, fita de um chapéu. Perto dos 6 cm passa a ser a peça principal e o resto das joias pode ficar discreto. O ramo vintage de 5,5 cm fica exatamente a meio e é o mais versátil do conjunto. A medida exata está em cada ficha, porque muda de modelo para modelo.
Quatro superfícies repetem-se na gama e não reagem da mesma maneira. O esmalte opaco dá uma cor cheia que se defende bem sobre lã escura. O cristal facetado devolve brilhos curtos, mais visíveis com luz artificial. A madrepérola fica mais serena, com um reflexo leitoso adequado ao dia. O cabochão de âmbar do ramo vintage traz uma profundidade quente que o strass não alcança.
O motivo floral agrada a muita gente, o que reduz o risco de oferecer. Os tons neutros, dourado, prateado ou ouro rosa, entram em mais guarda-roupas do que uma peça multicolor. Uma margarida prateada é a resposta segura quando se conhece pouco o estilo de quem recebe. O ramo vintage com cabochão de âmbar assenta melhor a quem já gosta de formas antigas. Para um casamento, um círculo floral em ouro rosa ou uma flor em madrepérola raramente falham.
Um pano macio depois de cada utilização retira dedadas e restos de perfume: é aí que está quase todo o cuidado. Evite o contacto prolongado com a água, porque o esmalte e as pedras engastadas não gostam de humidade. Guarde a peça deitada, numa bolsa própria, para que as pétalas em relevo não rocem noutra joia. Os modelos magnéticos devem ainda ficar longe dos cartões bancários.
Todos os motivos disponíveis, florais, animais e gráficos, estão juntos na secção completa de broches.
Se gosta do registo romântico mas prefere outro símbolo, veja as peças construídas à volta de um coração.
Entre 4,5 e 5 cm a pregadeira continua a ser um pormenor e a lapela mantém a sua linha. A partir dos 6 cm passa a ser a peça forte: é uma escolha legítima, mas convém aliviar o resto das joias.
Sim, desde que o campo magnético atravesse a espessura. Num casaco de lã batida ou em tweed, encoste bem a chapa pelo avesso e confirme a fixação com um puxão suave.
Nada o impede. As peças douradas e a margarida de outono ficam muito bem sobre lã escura, onde dão o ponto de cor que costuma faltar a um look de inverno.