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As pregadeiras de Natal reunidas aqui são peças de inverno: motivos em esmalte, avivados com strass, sobre fechos magnéticos que se põem e se tiram sem alfinete. Usa-se uma noite e a roupa volta ao armário sem marca nenhuma. As cores, os acabamentos e os pormenores do motivo vêm descritos na ficha de cada modelo.
Existe um produto.
São duas partes, uma de cada lado do tecido, que se atraem através dele. O mecanismo é este. A vantagem percebe-se logo, porque nada atravessa a malha e a camisola não fica furada nem repuxada. O limite é igualmente claro: num tecido grosso as duas partes ficam mais afastadas e a fixação perde firmeza. Num casaco de lã pesada, a mesma pregadeira não assenta como numa malha fina, por isso vale a pena experimentar em casa e não cinco minutos antes de sair.
Dezembro não tem uma ocasião só. O que funciona à mesa em família não é o que funciona numa noite de fim de ano.
| Jantar de família | Motivo reconhecível e colocação alta, na lapela ou junto ao ombro: vê-se de um lado ao outro da mesa. |
|---|---|
| Dia de trabalho em dezembro | Uma peça discreta sobre malha lisa chega. O tom festivo fica sugerido, não anunciado. |
| Noite de fim de ano | Com pouca luz, o strass rende mais do que a cor. Escolhe-se uma zona forrada para o peso não puxar o tecido. |
| Amigo secreto | Uma pregadeira é uma prenda segura para o amigo secreto: não há tamanho para acertar nem pulso para medir, mesmo sem conhecer bem a pessoa. |
Os motivos para o resto do ano encontram-se nos nossos broches de mulher.
Uma peça de festa vê-se de longe, e é o contraste que decide: um esmalte claro sobre lã escura lê-se de imediato, enquanto um motivo muito trabalhado precisa de ficar mais acima, perto da gola, para que o pormenor não se perca. Sobre um padrão carregado, nenhuma das duas coisas resulta: nesse caso, fica melhor na mala do que na roupa. Uma peça de cada vez chega quase sempre.
O esmalte e o strass pedem pouco: basta um pano macio e seco depois de usar para tirar as dedadas, e a pregadeira põe-se depois do perfume e da laca, nunca antes. Ao guardar, o problema é o íman: cada peça fica separada das restantes bijutarias, num saquinho ou num compartimento só dela, senão os fios e os fechos aparecem colados. Guardada assim, a mesma pregadeira sai no inverno seguinte tal como entrou. O mesmo vale para todos os modelos que se fixam sem alfinete.
Assim que saem as roupas de inverno. Serve tanto para um almoço de família como para uma noite de fim de ano, e tira-se num segundo se a ocasião acabar por ser mais simples do que se pensava.
Sim, e é mesmo para isso que serve: em seda ou caxemira não deixa furo nem fio puxado. Num tecido muito fluido, escolhe-se uma zona forrada ou dobrada para que o peso não deforme o tecido.
Sim, desde que não fiquem dois pontos de atenção no mesmo sítio. Se a pregadeira estiver colocada em cima, junto ao ombro, o pescoço fica livre ou leva um fio fino. As restantes peças da época estão reunidas nos acessórios das festas.