A primeira coisa que se nota ao aproximar a bolsa não é o feitio, é a textura. A superfície tem um grão fino e regular que se repete sem variação da frente para as costas, e que absorve a luz em vez de a devolver. Por isso o preto fica mate, e as peças douradas são os únicos pontos onde a luz volta a incidir.
Pousada, a bolsa desenha uma meia-lua: os lados sobem, o meio desce, a base assenta. Não há reforço interno nem armação a segurar o feitio, e isso muda a maneira de a arrumar, porque a forma acompanha o que lá está dentro. Este desenho mole assumido nota-se sobretudo com a bolsa vazia.
A asa é larga e desce de duas argolas douradas, o que deixa a bolsa ao ombro ou no braço. A alça fina é uma peça à parte, presa mais abaixo em duas argolas laterais: regula-se e sai por completo, com dois mosquetões. Quem anda sempre com a alça posta encontra o ponto de partida certo em modelos onde a alça deixa de ser opcional.
O bolso da frente é aplicado sobre o corpo da bolsa. A pala desce sobre uma lingueta estreita que passa por uma fivela dourada, e um botão a condizer fica logo acima. Por baixo, uma faixa entrançada atravessa a metade inferior do bolso, com tiras cruzadas em desenho regular. É o único trabalho da peça e não segue pelos lados. Atrás não há etiqueta nem costura decorativa: apenas um fecho corrido na horizontal, com um puxador gravado, colocado perto do bordo de cima.
| Medidas | 39x30cm |
|---|---|
| Cor | Preto |
| Frente | bolso com pala, lingueta e fivela dourada, faixa entrançada |
| Costas | um bolso com fecho corrido na horizontal |
| Como se usa | uma asa, alça regulável e amovível |
A bolsa tem apenas estes dois bolsos visíveis por fora, e na base não há pregos nem pés metálicos. Para comparar acabamentos antes de escolher, veja como estão trabalhadas as outras frentes da secção.