A peça dourada não acompanha a haste até ao fim. Nasce no canto da lente, desce em curva e entra no castanho logo a seguir à dobradiça. Daí para a frente é tudo veio de madeira. A lente, presa nesse mesmo canto, é castanha em cima e vai clareando até ao bordo de baixo.
Visto de lado, o par mostra bem a sequência. O dourado começa no canto da lente, contorna-o e prolonga-se por um troço curto antes de encontrar o castanho. A junta fica alta, perto da dobradiça, e não a meio da haste. É por isso que, de frente, quase não se vê metal nas laterais. Nas armações com aro esse troço de metal costuma continuar por cima da lente; aqui termina logo ali. Para perceber as diferenças de desenho, vale a pena ver como as restantes armações resolvem essa ligação.
Nessa zona encontram-se três peças diferentes, cada uma com a sua função, sempre pela mesma ordem do canto para trás:
Com o metal concentrado à frente, o resto da haste é o mesmo material do princípio ao fim, sem mudança de toque a meio do percurso. De lado, a haste lê-se como uma peça só de castanho, sem brilhos a interromper a linha. Quem quiser manter essa leitura sóbria no resto do conjunto pode ver a secção onde estão os restantes acessórios.
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