Figa, trevo, olho grego, ferradura: os amuletos com a reputação mais forte, comparados tradição a tradição.
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Hélix, tragus, conch, daith: os nomes dos furos na orelha chegam quase sempre em inglês e nem sempre é fácil perceber onde fica cada um. Antes de marcar sessão num estúdio em Portugal, vale a pena conhecer os nomes de cada piercing na orelha, o preço praticado por cá, o tempo real de cicatrização e os cuidados que evitam complicações. Este guia reúne tudo isso, com os furos organizados por zona da orelha.
O lóbulo é a parte carnuda e macia, o primeiro furo de quase toda a gente. O segundo e o terceiro furo sobem em linha, até ao lóbulo alto, já perto da cartilagem, e formam a base das composições de brincos pequenos.
O hélix percorre o rebordo externo superior da orelha e é o furo de cartilagem mais pedido. O forward hélix fica na dobra da frente, virado para o rosto, muitas vezes em fila dupla ou tripla de mini brincos.
O tragus é a pequena saliência de cartilagem à entrada do canal auditivo, fotogénico com um mini brinco de pressão. O conch ocupa a concha central, com brinco plano ou argola envolvente. O daith atravessa a dobra mais interna: o suposto efeito contra as enxaquecas não tem comprovação científica.
O rook e o snug escondem-se nas dobras espessas da cartilagem e são os furos mais exigentes da orelha. O industrial liga dois furos do topo com uma barra reta, um visual marcante que pede paciência redobrada na cicatrização.
O antitragus fica em frente ao tragus, logo acima do lóbulo, e precisa de uma crista de cartilagem bem definida. O flat aproveita a zona plana entre o hélix e o rook, perfeita para motivos pequenos como estrelas ou pedras cravadas que assentam rente à pele.
Nos estúdios portugueses, um furo no lóbulo costuma situar-se entre 15 e 30 euros e os furos de cartilagem entre 25 e 60 euros, com a primeira joia incluída, variando com a cidade e a reputação do estúdio. As ourivesarias e cadeias comerciais fazem o lóbulo mais barato com pistola, opção aceitável apenas nessa zona macia. Para a cartilagem, a regra dos profissionais é clara: na cartilagem usa-se apenas agulha estéril descartável, nunca pistola, porque a pistola esmaga o tecido em vez de o cortar com precisão.
O lóbulo fecha o processo em 6 a 8 semanas. A cartilagem é outra história: 3 a 6 meses para o hélix, 4 a 9 meses para o tragus e até 9 a 12 meses para conch, rook, snug e industrial. Durante todo esse período, limpe o furo duas vezes por dia com soro fisiológico ou solução salina estéril, sem álcool nem água oxigenada, e evite dormir sobre o lado recém-furado. A bolinha que por vezes aparece junto ao furo é quase sempre irritação (pressão, puxões, metal de fraca qualidade) e regride quando a causa desaparece; dor latejante com calor e secreção amarelada justifica consulta médica.
O piercing masculino na orelha vive um regresso forte: lóbulo com argola fina ou ponto de luz preto, hélix discreto e industrial para quem quer afirmação. As composições masculinas funcionam melhor com poucas peças e metais escuros ou prateados, evitando misturar mais de dois pontos por orelha. As regras de cicatrização e de material são exatamente as mesmas.
Grande parte das complicações nasce do metal errado. Para a joia de colocação, prefira titânio ou aço cirúrgico 316L, materiais que cumprem o limite europeu de libertação de níquel (regulamento REACH, norma EN 1811) e reduzem o risco de alergia. Depois da cicatrização completa, a escolha alarga-se, desde que o metal base continue a ser tolerado pela pele. Para perceber porque é que o aço cirúrgico funciona tão bem em peles sensíveis, leia as vantagens das joias de aço inoxidável; e se está a comparar materiais para outro furo, o nosso comparativo prata ou aço para o piercing no nariz usa os mesmos critérios.
Os mesmos erros repetem-se em quase todos os furos que correm mal: rodar a joia em seco (a crosta protege, não se mexe), limpar com álcool ou água oxigenada (irritam o canal), trocar a joia antes do tempo, dormir sobre o piercing na orelha ainda fresco e apanhar piscina ou sauna no primeiro mês. Acrescente a estes o erro de origem, que nenhum cuidado posterior compensa: furar a cartilagem com pistola em vez de agulha. Evitando esta lista, a esmagadora maioria das cicatrizações decorre sem qualquer complicação.
Nem todas as orelhas aceitam mais um furo e nem todas as vontades justificam um ano de cuidados. Os ear cuffs prendem-se ao rebordo da cartilagem sem furar e os brincos de mola recriam o efeito no lóbulo: ideais para testar uma composição antes de furar ou para brilhar enquanto outro furo cicatriza. Encontra modelos dourados e prateados na nossa seleção de argolas hipoalergénicas, pensada para lóbulos sensíveis.
Os principais são o lóbulo (com segundo e terceiro furo), o hélix e o forward hélix no rebordo externo, o flat na zona plana, o industrial de barra, e na parte interna o tragus, o antitragus, o conch, o daith, o rook e o snug.
Em regra, 15 a 30 euros para o lóbulo e 25 a 60 euros para a cartilagem em estúdio, primeira joia incluída. Os preços sobem em Lisboa e no Porto e com joias de titânio premium.
De 6 a 8 semanas no lóbulo, 3 a 6 meses no hélix e até 9 a 12 meses em conch, rook, snug e industrial. Mudar a joia antes do tempo atrasa todo o processo.
O lóbulo, claramente: tecido macio, desconforto mínimo e cicatrização curta. Na cartilagem, o hélix é considerado o mais acessível para começar.
Mode Tendance, redação de joias e acessórios. Publicado a 7 de junho de 2026. Fontes: recomendações de cuidados da Association of Professional Piercers (safepiercing.org), regulamento europeu REACH anexo XVII sobre a restrição do níquel, norma EN 1811 sobre a medição da libertação de níquel. As informações de cicatrização são indicativas e não substituem o aconselhamento de um profissional de saúde.